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sábado, 2 de agosto de 2008

MULHERES QUE CORREM COM LOBOS

Ao fazer a leitura desse livro tive uma senção de alegria e de Esperança,pois, conforme a autora, podemos recuperar nossa identidade original, os sentimentos mais profundos que com o passasr do tempo foram sendo transformados, silênciados para agradar a terceiros e cumprir papéis pré estabelecidos, que definem o homem e a mulher a viverem de forma artificial seus sentimentos.


A comparação que a autora faz da mulher saudável com os lobos saúdaveis é interessantíssimo, são dotados de grande resistencia e força, profundamente intuitivos, determinação feroz e extrema coragem. São caractéristicas que, como mulheres , fomos perdendo, comparando com Teresa em seu Castelo Interior, ficamos dando volta no castelo, sem conseguir chegar em seu interior no Centro a onde perdemos de desfrutar do belo do nossos sentimentos mais profundos e selvagens. Mais a mulher Selvagem que parece adormecida, ás vezes até morta volta a renascer das cinzas como a fenix e volta a agir a encontrar consigo mesmo e com sua dimensão mais profunda tomando conciência de seu poder e beleza interiores. E ao acordar, segundo a autora, reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o Dom de viver uma vida natural, uma vida em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis, onde buscam o conhecimento da alma do logos. Sem ela, as mulheres não têm ouvidos para ouvir para o discurso da sua alma ou para registrar á medida de seus próprios ritmos interiores. Sintome chamda a buscar em mim e reacender , no mais profundo de meu ser, essa mulher que dorme profundamente o sono de ser silenciada podada, enfraquecida, rotulada de perigosa, de insensata e de outros depreciativos.


Creio que a leitura desse livro e a partilha com vocês poderão me ajudar a buscar mecanismo que me ajudem a despertar a mulher selvagem que existe dentro de mim. E na Esperança que ela renascerá das cinzas de tal forma que intuitivamente saberá que um dia haverá uma saída, uma abertura, uma oportunidade e Ela poderá escapar e ser ela mesma uma mulher saudável, proporcionadora de uma nova forma de convivência, mais profunda e mais integrada com o Eu.


Abraço a todas(os) Goreth Ribeiro

EN MEMORIA DE ELLA

Olá! me sinto feliz por poder partilhar com vocês meus sonhos minhas reflexões, desde minha realidade de mulher, na America Latina, no Brasil.
Do livro de Elizabeth Fiorenza en Memoria de Ella.
Não sendo uma estudiosa bíblica (exegeta), achei a leitura um pouco difícil por que usa muitos termos desconhecidos para mim. Ainda não consegui o livro em português isso talvez me dificulte a interpretação, mas espero estar contribuíndo com minha reflexão. Os sentimentos que me ocorreram ao ler este livro foram antâgonicos de alegria e de tristeza. Alegria por saber que temos a possibilidade de aprender a fazer uma leitura crítica e levantar suspeita dos textos bíblicos que nos foram passados como verdades absolutas de uma cultura patriarcal e androcentica, a onde a bíblia tem sido um instrumento central para estabelecer e reforçar o exercício do poder patriarcal.
Ler a bíblia a partir de uma pespectiva feminista desafia-me a buscar a promoção e a dignidade da mulher em todos os âmbitos da sociedade e a trabalhar os textos bíblicos que explicitam o papel antâgonico das mulheres , viabilizando novas abordagens para as mulheres da America Latina, que, além de serem oprimidas por serem mulheres, são triplicamente exploradas por serem mulheres, pobres e negras.
A leitura popular feminista da bíblia , nós ajuda na abordagem que se movimenta entre a Bíblia e a Vida. È a partir desssa nossa resistência, do nosso cotidiano e junto com as mulheres que se dessafiam e nós desafiam, queremos exercitar uma nova teologia com umametodologia dialética crítica e suspeita que são sinais da paixão pela Vida, da busca do alternativo, da solidariedade e da criatividade de uma realidade altamente patriarcal, que nos silenciou por um longo período.
Como mulheres somos chamadas a apreender, a interpretar e reinterpretar e isso não é um trabalho só de intelectuais. Os povos (mulheres) oprimidos (os) são chamadas a encontrar alternativas a partir da interpretação bíblica, temos que aprender a interpretar e reiterpretar, para repensar nossas vidas, nossa história e as formas de convivência que nos foram impostas. Porque nascemos em um mundo "criado" por homens. Onde se queremos viver somos obrigadas a assumir o masculino pois, os homens crêem que têm direito de agredir as mulheres sem questionar minimamente. ser uma mulher independente e autônama e sujeita de sua história é perigoso, poder se rebelar contra a submissão, é um abuso e se pode pagar com a morte.
A interpretação bíblica hermenêutica, segundo Elizabeth Fioreza, deve incorporar uma crítica cultural como uma crítica teológica das escrituras. E são essas as possibilidades de uma nova releitura, onde a mulher se torne sujeito de fato e de direito de participar da luta da libertação da mulher e que a bíblia seja um instrumento a favor dessa história.
"O silêncio em que muitas mulheres são submetidas em meu País é o grito que, em nome de Deus, deve sair de nosssas bocas"
Um abraço a todas (os)e sempre unidas na busca de um mundo mais justo e fraterno para todos homens e mulheres. goreth ribeiro